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sexta-feira, 1 de novembro de 2019
O Terramoto de 1755
Sabias que ao longo da história Lisboa tem registado inúmeros fenómenos sísmicos que, com maior ou menor intensidade, provocaram danos vários. O mais marcante, e o que mais presente se mantém na memória coletiva dos portugueses, é o sismo de 1 de novembro de 1755 que destruiu parte significativa da capital.
E TU, SABES O QUE FAZER SE OCORRER UM SISMO? Há muitas coisas que podemos fazer para evitar que um sismo nos apanhe desprevenidos. Com a ajuda dos teus pais e professores, prepara um Plano de Emergência: » Identifica os locais mais seguros para te abrigares. » Conhece os locais a evitar: janelas, varandas, espelhos, candeeiros e móveis. » Combina um local de encontro para o caso de te separares da tua família ou professores. » Mantém os corredores a passagens livres. » Fixa os móveis à parede e coloca os objetos mais pesados nas prateleiras mais baixas. » Prepara um kit de emergência constituído por: uma lanterna, um rádio portátil e pilhas de reserva para ambos, bem como um extintor, um estojo de primeiros socorros e medicamentos essenciais. Armazena água em garrafões de plástico e alimentos enlatados para dois ou três dias. » Treina regularmente o plano de emergência para que nunca te esqueças o que deves fazer!
Esta foi a pergunta a que Gustavo Matos Sequeira procurou responder neste interessante artigo publicado em 1946 no n.º 19 da revista Ver e Crer (clica nas imagens para ampliar).
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Documentário
realizado pelo Serviço Municipal de Protecção Civil de Lisboa, em colaboração com o Departamento
de Marca e Comunicação, assinalando os 25 anos da ocorrência do incêndio do
Chiado.
Esta peça visa mostrar o papel da Protecção Civil numa
situação de emergência, incluindo depoimentos das vítimas desta tragédia.
No dia 25 de
Agosto de 1988 a
cidade de Lisboa foi palco de um dos mais violentos incêndios da sua história –
o Incêndio do Chiado.
O fogo que segundo
alguns testemunhos terá deflagrado pelas 4h40 da madrugada nos Armazéns
Grandella, na Rua do Carmo, rapidamente se propagou aos edifícios contíguos,
causando a total destruição de 18 imóveis, alguns deles emblemáticos do
comércio tradicional da cidade. Inúmeros escritórios e habitações ficaram
igualmente destruídos, estimando-se que 2000 pessoas tenham perdido os seus
postos de trabalho.
Aos elevados danos
materiais, somam-se duas vítimas mortais, 73 feridos, na esmagadora maioria
bombeiros, e 150 desalojados.
Este acontecimento
marcante na vida da cidade foi, pela sua dimensão, alvo de uma enorme cobertura
mediática, tanto em Portugal como no estrangeiro. As imagens e os sons do
incêndio, transmitidas em direto pela televisão pública e pela, recém-criada,
TSF, contribuíram para desencadear um amplo movimento de apoio e solidariedade
às vítimas do incêndio.
O Serviço Municipal de
Proteção Civil de Lisboa esteve, desde os primeiros momentos, envolvido na
coordenação das operações e no apoio às vítimas, contando com a imprescindível
colaboração de entidades como a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, a Cruz
Vermelha Portuguesa ou a Cáritas.
Decorridos 25
anos e cicatrizadas algumas das feridas deixadas pelo incêndio, importa resgatar
as memórias e as experiências vividas quer por técnicos do SMPC, quer por
alguns dos ex-moradores do Chiado, na altura acolhidos nos Centros de
Emergência do município.
No próximo dia 25 de Agosto, assinalam-se 25
anos da ocorrência do incêndio do Chiado. O Serviço Municipal de
Protecção Civil, em colaboração com o Departamento de Marca e
Comunicação, está a realizar um documentário sobre este acontecimento.
Esta peça visa mostrar o papel da Protecção Civil numa situação de
emergência, incluindo depoimentos das vítimas desta tragédia. A imagem , uma visão do Chiado, é da autoria de Miguel Ângelo, um dos desalojados de que iremos contar a história. Em breve!
Esta era uma pergunta a que Gustavo Matos Sequeira tentou responder na revista Ver e Crer nº 19 de 1946.Um texto muito interessante que nos faz pensar na influência que as grandes catástrofes exercem sobre uma cidade.
Clicar nas imagens para ampliar e ler.
Faz hoje 103
anos que a região do Vale Inferior do Tejo foi sacudida por um violento sismo, considerado
o mais devastador de Portugal continental desde o início do século XX. Anteriormente,
esta região já havia sido afetada por outros sismos destruidores, com provável
origem no sistema de falhas do Vale do Tejo, dos quais se destacam os datados
de 1344 e 1531.
Estima-se
que o sismo de 1909 tenha registado um valor de magnitude entre 6,0 e 7,0 (escala
de Richter), tendo sido sentido com intensidade máxima de grau IX (Escala de
Mercalli) na zona de Benavente, Samora Correia e Santo Estêvão.
Segundo relatos da época, este sismo causou profunda destruição nestas
povoações e provocou 46 vítimas mortais, 75 feridos e um elevado número de
desalojados. O balanço de
vítimas não foi mais dramático porque, à hora em que ocorreu, 17h05, a grande
maioria da população estava a trabalhar nos campos. Para conhecer o que a imprensa da época relatou sobre
esta catástrofe: http://www.cm-lisboa.pt/?idc=472&idi=41971
Em Lisboa
o sismo também foi sentido, mas causou apenas danos materiais (intensidade VI).
Para
conhecer mais sobre as escalas macrossísmicas, consultar:
Desde 1909
não se têm verificado sismos com epicentro na região do vale inferior do Tejo,
que tenham originado danos.
Segundo informação recentemente fornecida pela Rede
Sísmica Nacional, durante os últimos meses a atividade sísmica em Portugal
Continental tem sido baixa. No entanto, para igual período, em termos de
sismicidade mundial, foram registados diversos sismos com magnitude igual ou
superior a 5.0, sendo o de maior magnitude o ocorrido na região das Ilhas
Vanuatu com magnitude 7.1, no dia 2 de fevereiro às 13:34 (UTC).
Numa
atitude preventiva, o Serviço Municipal de Protecção Civil de Lisboa tem continuado
envolvido no desenvolvimento de estudos de caracterização dos fenómenos
sísmicos para a cidade, com vista à atualização dos instrumentos de planeamento
de emergência, como seja o caso do seu Plano de Emergência para o Risco Sísmico,
aprovado em 2003.
Preparar e organizar a população para a catástrofe é um dos
principais objetivos da Protecção Civil de Lisboa e que, passo-a-passo, muito
têm contribuído para aumentar a resiliência desta cidade face aos desastres.
Para conhecer mais sobre o sismo de Benavente, consultar:
No dia 19 de Dezembro de 1938 o Tejo foi palco de um trágico acidente: a colisão entre o vapor “Tonecas” e a draga de sucção “Finalmarina”. A bordo do cacilheiro que fazia a carreira Lisboa-Cacilhas viajavam algumas dezenas de passageiros, muitos dos quais perderam a vida. Da grande cobertura noticiosa dispensada ao acontecimento mostramos a primeira página do jornal O Século.
O acidente que no dia 18 de Fevereiro de 1990 se deu na Avenida Infante D. Henrique teve, pela sua gravidade, repercussões na regulamentação do transporte de mercadorias perigosas na cidade de Lisboa.
A explosão de um contentor que, num semi-reboque, transportava indevidamente matérias perigosas, provocou a destruição do próprio contentor cujos fragmentos se espalharam num raio de cerca de 100 metros, a do semi-reboque, bem como a de duas viaturas ligeiras que se encontravam na retaguarda (no interior das quais estavam o morto e os três feridos) e ainda danos em diversas carruagens ferroviárias estacionadas no interior da estação de S. Apolónia.
A cobertura que o jornal Semanário deu a este acidente pode ser consultada aqui. Clicar na imagem para ampliar e ler.
Na madrugada de 25 para 26 de Novembro de 1967 toda a região de Lisboa, incluindo os concelhos limítrofes nas duas margens do Tejo, foram palco de fortes chuvadas que provocaram cheias de que resultaram mais de 300 mortos, milhares de desalojados, e inúmeras habitações destruídas.
Fruto de uma depressão meteorológica que percorreu todo o Vale do Tejo, as suas consequências fizeram-se sentir sobretudo nos concelhos de Loures e de Vila Franca de Xira.
Na estação meteorológica da Av. Gago Coutinho foram registados 115.6 mm de precipitação num período de apenas 24 horas.
Na imprensa da época assim se noticiava esta tragédia, nas revistas Flama e Século Ilustrado de que apresentamos excertos.
“Fim-de-semana trágico: Dilúvio, lama e morte”
“A mais longa noite da região de Lisboa”
“Impossível dizer onde acabava o Tejo e começava Lisboa”
“A Noite em que a chuva matou”
“Noite de pesadelo numa cidade em pânico”
“Chuva e morte: mais de duzentas vítimas”
“Enterram-se os mortos e socorrem-se os sinistrados”
“Chovia. Insistentemente. As ruas começavam a transformar-se aos poucos em rios de lama. Nas casas mais modestas, os tectos improvisados já não eram abrigo suficiente. Mas a população de início não se deixou impressionar, dir-se-ia indiferente. “É mais uma cheia”— pensou-se. Mas não tardou que o “passa-palavra” reproduzisse a verdade — havia mortos em Odivelas, na Póvoa de Santo Adrião, Alenquer, Arruda dos Vinhos; uma aldeia perto do Carregado (Quintas) fora riscada do mapa por uma tromba da água. As sirenes dos abnegados bombeiros começaram a entoar o requiem da desgraça tristemente confirmada.
Contrapondo as primeiras informações, sempre contraditórias, às primeiras horas da noite de domingo o ministro do Interior reunia os jornalistas e dava-lhes a versão oficial da tragédia duzentos e cinquenta mortos, alguns feridos, geralmente sem gravidade, muitos desaparecidos em número difícil de estimar. Os concelhos de Loures e Vila Franca de Xira haviam sido os mais atingidos. O governo estava a conjugar todos os seus recursos para assistir aos aflitos e enterrar os mortos. Os serviços meteorológicos entretanto, forneciam uma explicação técnica: fora uma «depressão» que percorrera o território de Portugal numa faixa de cerca de 150 quilómetros sobre o vale do Tejo, do mar para o interior. A nação começava a despertar do pesadelo. Esfregava os olhos ainda sem acreditar.”
“Lisboa mais abastada seguia para o cinema ou refastelava-se na poltrona caseira, assistindo ao famigerado folhetim «Gente Nova» da RTP, à espera de mais uma aventura do «Santo». A Lisboa menos favorecida estava no café para a «bica», ou ficara no bairro suburbano, julgando que o seu fim-de-semana iria ser igual aos outros. Quando o Roger Moore chegou aos receptores, já os tectos humildes começavam a meter água, as ruas pareciam rios, as praças, lagos; e os cinéfilos, bloqueados nos engarrafamentos de trânsito haviam esquecido o Éden ou o S. Jorge e pensavam na melhor maneira de voltar a casa.
Há doze horas que chovia. Os colectores não davam vazão à enxurrada e, logo que a maré do estuário onde eles despejam as águas que vão correndo pela cidade atingiu a sua altura máxima, já não se sabia onde acabava o Tejo e começava Lisboa.
Foi às portas da cidade, em Odivelas, na Póvoa de Santo Adrião, Frielas, em todo o concelho de Loures. Na região de Vila Franca, também, Carregado, Alverca, Alenquer, Arruda dos Vinhos. Homens, mulheres, crianças, muitas crianças, todos mortos. Pontinha, Carcavelos, Paço de Arcos. Muitos casos, um aqui, outro acolá. Lares destruídos pelas águas, pela lama, pelas derrocadas. Luto, dor. Carros voltados. As comunicações por estradas e caminhos-de-ferro interrompidas. Lojas arrasadas, negócios falidos.”
“Ainda há lágrimas em muitos olhares e a dor continua no coração de todos, mas já é tempo de fazer o ponto desses terríveis dias da grande enxurrada que espalhou pelo Pais a desolação e a morte. As estatísticas, no fundo, pouca importância têm, se pensarmos na obrigação que de momento nos assiste – darmo-nos as mãos e, após ter enterrado os mortos, reconstruir com a segurança que nos permita encarar o Futuro sem o receio de uma reedição e ajudar os que sobreviveram a carregar melhor o seu fardo.
Foi só ao cabo de longas horas prolongadas pelos dias adiante que se alcançou o quadro geral da tragédia da noite mais longa de Lisboa. Foi preciso lutar muito para arrancar à lama e aos destroços os corpos sem vida. Houve que trabalhar muito para reanimar os feridos e os que tinham ficado sem o conforto de quatro paredes (por muito frias e humildes que fossem). Nos locais atingidos pela tragédia, vimos gente do povo, militares e bombeiros irmanados num esforço doloroso mas necessário. Por fim, cumprido o dever de enterrar os mortos e tratar dos sobreviventes, deitou-se mãos à obra da reconstrução. Mesmo de lágrimas no rosto, os homens deram-se as mãos para continuar a faina da vida.
Como aconteceu? Como aconteceu? Repete-se a questão. Foi na madrugada de 25 para 26 de Novembro, de sábado para domingo. Chovia. É normal, no Inverno. Poderia ter sido uma chuva benéfica, capaz de abrir em frutos novos muitos campos. Mas não foi. Para muita gente (demasiada gente) ela foi a desgraça ou a morte.
Ninguém sabe exactamente a que horas aconteceu a tragédia. Os ponteiros de muitos relógios agora parados indicam vários instantes precisos para diversas localidades.
Duas e cinco aqui, uma e cinquenta e três acolá, três e treze noutro lugar. Poderá ter sido bastante mais cedo: pouco antes de terminar a festa que para milhões de espectadores ainda é a TV.
Hora imprecisa, mas tão fatídica! Aliás nos laboratórios em que se «mede», «pesa» e prevê o tempo já o volume das chuvas se afigurava como prenúncio de grave perigo. Os milímetros de chuva deixavam de ser um pormenor estatístico. Juntamente com circunstâncias várias, eram a denúncia viva (mas que ninguém fez conhecer) da desgraça que momentos depois se abateria sobre a vasta região de Lisboa. Coincidência? Algo mais do que isso? O certo é que desencadeado o processo da calamidade, só muitas horas depois se pode avaliar o seu alcance.
Fora de portas, a tragédia começou por se abater sobre Odivelas. Logo a seguir, ao fundo da Calçada de Carriche, uma paisagem desoladora substituiu os horizontes lavados da várzea. À entrada de Odivelas, a estrada abateu, destruída pelas águas que iam devastando ao mesmo tempo os pobres lares construídos à beira da ribeira ou nas encostas suaves das elevações vizinhas. A ribeira transformou-se em rio, mas não se quedou satisfeita. Queria ser mar, e conseguiu-o.
, Flama de 1 de Dezembro de 1967.
“A Noite em que a chuva matou”
“Noite de pesadelo numa cidade em pânico”
“Sepultados os mortos e socorridos os vivos, subsistem a consternação e uma dorida perplexidade: a imaginação vê-se impotente para reconstruir, em toda a sua medida, o pesadelo que foi aquela noite de 25 para 26 de Novembro. Mais de três centenas de mortos deram dimensões de catástrofe nacional aos efeitos da tempestade que martirizou a região de Lisboa nesse fim-de-semana. Milhares de pessoas sem abrigo, milhares de pessoas a quem as enxurradas e os desabamentos, quando não roubaram familiares e amigos, levaram pelo menos casa e haveres (e de gente pobre se tratava na esmagadora maioria dos casos), acrescentam o seu drama a prejuízos materiais ainda impossíveis de calcular.
De facto, Lisboa, irmanada no infortúnio com toda a vasta região que se estende dos concelhos de Sintra, Cascais, Loures aos de Vila Franca de Xira, Alenquer e Arruda dos Vinhos, passando pelos de Almada e Barreiro, acaba de sofrer um dos seus maiores desastres de sempre.
E subitamente abriram-se de par em par as comportas do céu. A chuva, que naquela noite fustigara Lisboa sem maior violência do que a normal, redundou em dilúvio ao fim da noite. Com uma violência avassaladora, passou a castigar, durante horas, madrugada fora, a capital e os arrabaldes. Derrubou carros, muros, fez aluir enormes massas de terra. Removeu o calcetamento das ruas, o asfalto das grandes praças, e as primeiras foram rios, as segundas lagos. Habitações submersas. Automóveis abandonados como brinquedos inúteis. Estabelecimentos desventrados, destroços levados pelas águas. Destroços e cadáveres: a catástrofe cobrou à cidade um pesado tributo em vidas humanas.
Pouco passava das 17 horas de sábado, quando os acontecimentos começaram a precipitar-se: a chuva fustigava a cidade com uma inclemência cada vez pior: os quartéis de bombeiros municipais e voluntários viam-se praticamente desertos com os seus homens dispersos pela cidade.
Os sítios do costume
Às 19:35 um clarão rasgou o céu no centro da cidade acompanhado de um trovão prolongado e ensurdecedor: para as bandas do Governo Civil, em pleno Chiado, uma faísca marcava como que o começo do último e mais dramático acto da catástrofe.
De facto, àquela hora, já as águas se acumulavam nos locais do costume: ainda e sempre a Avenida 24 de Julho, o Poço do Bispo, Santa Apolónia. E também todo o percurso desde a Junqueira a Algés. E também o Campo Grande e a Avenida da República. E também Benfica. Nenhuma zona da cidade foi poupada.
Cerca das 22 horas, elevava-se já a algumas centenas o número de carros eléctricos e outros veículos imobilizados pelas águas. Em Alcântara o espectáculo do Éden Cinema foi interrompido a meio do segundo filme, por a infiltração das águas ter provocado um curto-circuito no quadro eléctrico. Mas a assistência nem teve tempo de se manifestar, pois a cheia invadiu também a sala e começou a subir com rapidez. Os espectadores da plateia tiveram que se retirar para o balcão e ali permaneceram até serem socorridos pelos bombeiros com barcos de borracha.
À meia-noite em Algés a baixa encontrava-se totalmente submersa, com água pela altura dos vidros dos automóveis. Na avenida 24 de Julho a cheia tomou aspectos assustadores, dos carros aí estacionados só se viam os tejadilhos. Um carro eléctrico ficou com água a rasar as janelas e os passageiros tiveram que ser retirados pelos bombeiros.
A zona de Benfica foi muito sacrificada pela chuva. A água atingiu mais de um metro de altura, o que tornou intransitável todas as artérias. Os automóveis chegaram a estar quase cobertos pela água e só se viam os tejadilhos.”
Em 1925, "O Domingo Ilustrado" ironizava desta forma o colapso de inúmeros prédios gaioleiros, ainda em fase de construção. Já nessa época,se tinha a noção perfeita que este tipo de construção tinha perdido a qualidade dos prédios pombalinos.
Para ler mais sobre este assunto, consultar o site do LNEC
Fonte: O Domingo Ilustrado, 6 de Dezembro de 1925, Hemeroteca Municipal.
Em Outubro de 1914, eclodia um violenta explosão seguida de incêndio na Fábrica de Gás de Lisboa sita à Rua da Boavista, que causou vítimas(18 mortos e 60 feridos) e elevados danos materiais. Na época foi violentamente criticada a localização desta fábrica em zona habitacional e de de grande circulação de pessoas e veículos. Este equipamento foi assim transferido para junto da Torre de Belém, aonde viria a permanecer durante algumas décadas até ser transferido para a Quinta da Matinha.
Imagens da Illustração Portugueza de 23 de Outubro de 1914, in Hemeroteca Municipal de Lisboa .
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