quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Vinte anos depois

Imagens ilustrando temas de acidentes infantis enquadrados pela actividade Crescer Na Segurança.


1991, fotografia de José Barbosa.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

A história da Casa do Tinoni

Estes meninos, que agora serão trintões certamente, foram os primeiros protagonistas da casa do Tinoni. Quem os reconhecer, identifique-os por favor.

A primeira casa do Tinoni



Há vinte anos andávamos afadigados a pintar e a encontrar móveis, recuperados de prédios abandonados e a alindar o espaço destinado ao Crescer na Segurança. Tínhamos a ideia dos riscos que queríamos abordar e era para nós muito claro que a metodologia a aplicar teria que ser viva e dinâmica. Mostro-vos agora o espaço inicial desta actividade, tudo construído a partir de reaproveitamentos de material, dinheiro não havia e nem sabíamos se a experiência ia resultar.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

20 Anos

Em Janeiro de 2012, vão completar-se 20 anos de funcionamento da actividade desenvolvida pela Protecção Civil Municipal de Lisboa para crianças, Crescer na Segurança e  mais conhecida pela Casa do Tinoni. Pretendemos assinalar condignamente esta data e para isso, desejamos obter alguns depoimentos de crianças que por ali passaram e dos técnicos que deram o seu precioso contributo na animação deste projecto de segurança infantil. Contacta-nos:)
tinoni@cm-lisboa.pt

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A Carolina foi à Casa do Tinoni

A Carolina e os terramotos,no Correio da Manhã,deste domingo, crónica de João Miguel Tavares. Como a Carolina aprendeu sobre segurança infantil na Casa do Tinoni. Gostámos de ler e de saber!


Clicar para ampliar.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Fazer do Natal uma festa mais segura


O Natal está a chegar, quadra em que as famílias se reúnem e festejam com alegria. Mas é tempo de estar atento a possíveis riscos decorrentes das decorações, brinquedos e elaboração de refeições de festa.  
Tenha atenção a velas, árvores de Natal e outros enfeites, pois podem representar um risco de incêndio e de intoxicação. De acordo com  com a National Fire Protection Association, existe uma grande frequência de incêndios no período que vai da véspera de Natal ao Ano Novo. Nunca deixe velas acesas sem vigilância e atenção à natural curiosidade das crianças mais novas. Quanto aos brinquedos, escolha-os de acordo com os escalões etários a que são destinados e tenha em consideração as recomendações de segurança que incluem. A cozinha é sempre um local de risco para crianças, sobretudo nesta época. Nunca deixe os mais novos brincarem aí e conserve-os afastados do fogão.  

Festas felizes!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Há 44 anos


 Na madrugada de 25 para 26 de Novembro de 1967 toda a região de Lisboa, incluindo os concelhos limítrofes nas duas margens do Tejo, foram palco de fortes chuvadas que provocaram cheias de que resultaram mais de 300 mortos, milhares de desalojados, e inúmeras habitações destruídas.
Fruto de uma depressão meteorológica que percorreu todo o Vale do Tejo, as suas consequências fizeram-se sentir sobretudo nos concelhos de Loures e de Vila Franca de Xira.
Na estação meteorológica da Av. Gago Coutinho foram registados 115.6 mm de precipitação num período de apenas 24 horas.
 Na imprensa da época assim se noticiava esta tragédia, nas revistas Flama e Século Ilustrado de que apresentamos excertos.
 
“Fim-de-semana trágico: Dilúvio, lama e morte”

“A mais longa noite da região de Lisboa”

“Impossível dizer onde acabava o Tejo e começava Lisboa”

“A Noite em que a chuva matou”

“Noite de pesadelo numa cidade em pânico”

“Chuva e morte: mais de duzentas vítimas”

“Enterram-se os mortos e socorrem-se os sinistrados”

“Chovia. Insistentemente. As ruas começavam a transformar-se aos poucos em rios de lama. Nas casas mais modestas, os tectos improvisados já não eram abrigo suficiente. Mas a população de início não se deixou impressionar, dir-se-ia indiferente. “É mais uma cheia”— pensou-se. Mas não tardou que o “passa-palavra” reproduzisse a verdade — havia mortos em Odivelas, na Póvoa de Santo Adrião, Alenquer, Arruda dos Vinhos; uma aldeia perto do Carregado (Quintas) fora riscada do mapa por uma tromba da água. As sirenes dos abnegados bombeiros começaram a entoar o requiem da desgraça tristemente confirmada.
Contrapondo as primeiras informações, sempre contraditórias, às primeiras horas da noite de domingo o ministro do Interior reunia os jornalistas e dava-lhes a versão oficial da tragédia duzentos e cinquenta mortos, alguns feridos, geralmente sem gravidade, muitos desaparecidos em número difícil de estimar. Os concelhos de Loures e Vila Franca de Xira haviam sido os mais atingidos. O governo estava a conjugar todos os seus recursos para assistir aos aflitos e enterrar os mortos. Os serviços meteorológicos entretanto, forneciam uma explicação técnica: fora uma «depressão» que percorrera o território de Portugal numa faixa de cerca de 150 quilómetros sobre o vale do Tejo, do mar para o interior. A nação começava a despertar do pesadelo. Esfregava os olhos ainda sem acreditar.”

 
“Lisboa mais abastada seguia para o cinema ou refastelava-se na poltrona caseira, assistindo ao famigerado folhetim «Gente Nova» da RTP, à espera de mais uma aventura do «Santo». A Lisboa menos favorecida estava no café para a «bica», ou ficara no bairro suburbano, julgando que o seu fim-de-semana iria ser igual aos outros. Quando o Roger Moore chegou aos receptores, já os tectos humildes começavam a meter água, as ruas pareciam rios, as praças, lagos; e os cinéfilos, bloqueados nos engarrafamentos de trânsito haviam esquecido o Éden ou o S. Jorge e pensavam na melhor maneira de voltar a casa.
Há doze horas que chovia. Os colectores não davam vazão à enxurrada e, logo que a maré do estuário onde eles despejam as águas que vão correndo pela cidade atingiu a sua altura máxima, já não se sabia onde acabava o Tejo e começava Lisboa.

Foi às portas da cidade, em Odivelas, na Póvoa de Santo Adrião, Frielas, em todo o concelho de Loures. Na região de Vila Franca, também, Carregado, Alverca, Alenquer, Arruda dos Vinhos. Homens, mulheres, crianças, muitas crianças, todos mortos. Pontinha, Carcavelos, Paço de Arcos. Muitos casos, um aqui, outro acolá. Lares destruídos pelas águas, pela lama, pelas derrocadas. Luto, dor. Carros voltados. As comunicações por estradas e caminhos-de-ferro interrompidas. Lojas arrasadas, negócios falidos.”


“Ainda há lágrimas em muitos olhares e a dor continua no coração de todos, mas já é tempo de fazer o ponto desses terríveis dias da grande enxurrada que espalhou pelo Pais a desolação e a morte. As estatísticas, no fundo, pouca importância têm, se pensarmos na obrigação que de momento nos assiste – darmo-nos as mãos e, após ter enterrado os mortos, reconstruir com a segurança que nos permita encarar o Futuro sem o receio de uma reedição e ajudar os que sobreviveram a carregar melhor o seu fardo.

Foi só ao cabo de longas horas prolongadas pelos dias adiante que se alcançou o quadro geral da tragédia da noite mais longa de Lisboa. Foi preciso lutar muito para arrancar à lama e aos destroços os corpos sem vida. Houve que trabalhar muito para reanimar os feridos e os que tinham ficado sem o conforto de quatro paredes (por muito frias e humildes que fossem). Nos locais atingidos pela tragédia, vimos gente do povo, militares e bombeiros irmanados num esforço doloroso mas necessário. Por fim, cumprido o dever de enterrar os mortos e tratar dos sobreviventes, deitou-se mãos à obra da reconstrução. Mesmo de lágrimas no rosto, os homens deram-se as mãos para continuar a faina da vida.

Como aconteceu? Como aconteceu? Repete-se a questão. Foi na madrugada de 25 para 26 de Novembro, de sábado para domingo. Chovia. É normal, no Inverno. Poderia ter sido uma chuva benéfica, capaz de abrir em frutos novos muitos campos. Mas não foi. Para muita gente (demasiada gente) ela foi a desgraça ou a morte.
Ninguém sabe exactamente a que horas aconteceu a tragédia. Os ponteiros de muitos relógios agora parados indicam vários instantes precisos para diversas localidades.

Duas e cinco aqui, uma e cinquenta e três acolá, três e treze noutro lugar. Poderá ter sido bastante mais cedo: pouco antes de terminar a festa que para milhões de espectadores ainda é a TV.
Hora imprecisa, mas tão fatídica! Aliás nos laboratórios em que se «mede», «pesa» e prevê o tempo já o volume das chuvas se afigurava como prenúncio de grave perigo. Os milímetros de chuva deixavam de ser um pormenor estatístico. Juntamente com circunstâncias várias, eram a denúncia viva (mas que ninguém fez conhecer) da desgraça que momentos depois se abateria sobre a vasta região de Lisboa. Coincidência? Algo mais do que isso? O certo é que desencadeado o processo da calamidade, só muitas horas depois se pode avaliar o seu alcance.
Fora de portas, a tragédia começou por se abater sobre Odivelas. Logo a seguir, ao fundo da Calçada de Carriche, uma paisagem desoladora substituiu os horizontes lavados da várzea. À entrada de Odivelas, a estrada abateu, destruída pelas águas que iam devastando ao mesmo tempo os pobres lares construídos à beira da ribeira ou nas encostas suaves das elevações vizinhas. A ribeira transformou-se em rio, mas não se quedou satisfeita. Queria ser mar, e conseguiu-o.

, Flama de 1 de Dezembro de 1967.


“A Noite em que a chuva matou”

“Noite de pesadelo numa cidade em pânico”

“Sepultados os mortos e socorridos os vivos, subsistem a consternação e uma dorida perplexidade: a imaginação vê-se impotente para reconstruir, em toda a sua medida, o pesadelo que foi aquela noite de 25 para 26 de Novembro. Mais de três centenas de mortos deram dimensões de catástrofe nacional aos efeitos da tempestade que martirizou a região de Lisboa nesse fim-de-semana. Milhares de pessoas sem abrigo, milhares de pessoas a quem as enxurradas e os desabamentos, quando não roubaram familiares e amigos, levaram pelo menos casa e haveres (e de gente pobre se tratava na esmagadora maioria dos casos), acrescentam o seu drama a prejuízos materiais ainda impossíveis de calcular.
De facto, Lisboa, irmanada no infortúnio com toda a vasta região que se estende dos concelhos de Sintra, Cascais, Loures aos de Vila Franca de Xira, Alenquer e Arruda dos Vinhos, passando pelos de Almada e Barreiro, acaba de sofrer um dos seus maiores desastres de sempre.

E subitamente abriram-se de par em par as comportas do céu. A chuva, que naquela noite fustigara Lisboa sem maior violência do que a normal, redundou em dilúvio ao fim da noite. Com uma violência avassaladora, passou a castigar, durante horas, madrugada fora, a capital e os arrabaldes. Derrubou carros, muros, fez aluir enormes massas de terra. Removeu o calcetamento das ruas, o asfalto das grandes praças, e as primeiras foram rios, as segundas lagos. Habitações submersas. Automóveis abandonados como brinquedos inúteis. Estabelecimentos desventrados, destroços levados pelas águas. Destroços e cadáveres: a catástrofe cobrou à cidade um pesado tributo em vidas humanas.
Pouco passava das 17 horas de sábado, quando os acontecimentos começaram a precipitar-se: a chuva fustigava a cidade com uma inclemência cada vez pior: os quartéis de bombeiros municipais e voluntários viam-se praticamente desertos com os seus homens dispersos pela cidade.

Os sítios do costume

Às 19:35 um clarão rasgou o céu no centro da cidade acompanhado de um trovão prolongado e ensurdecedor: para as bandas do Governo Civil, em pleno Chiado, uma faísca marcava como que o começo do último e mais dramático acto da catástrofe.
De facto, àquela hora, já as águas se acumulavam nos locais do costume: ainda e sempre a Avenida 24 de Julho, o Poço do Bispo, Santa Apolónia. E também todo o percurso desde a Junqueira a Algés. E também o Campo Grande e a Avenida da República. E também Benfica. Nenhuma zona da cidade foi poupada.
Cerca das 22 horas, elevava-se já a algumas centenas o número de carros eléctricos e outros veículos imobilizados pelas águas. Em Alcântara o espectáculo do Éden Cinema foi interrompido a meio do segundo filme, por a infiltração das águas ter provocado um curto-circuito no quadro eléctrico. Mas a assistência nem teve tempo de se manifestar, pois a cheia invadiu também a sala e começou a subir com rapidez. Os espectadores da plateia tiveram que se retirar para o balcão e ali permaneceram até serem socorridos pelos bombeiros com barcos de borracha.
À meia-noite em Algés a baixa encontrava-se totalmente submersa, com água pela altura dos vidros dos automóveis. Na avenida 24 de Julho a cheia tomou aspectos assustadores, dos carros aí estacionados só se viam os tejadilhos. Um carro eléctrico ficou com água a rasar as janelas e os passageiros tiveram que ser retirados pelos bombeiros.
A zona de Benfica foi muito sacrificada pela chuva. A água atingiu mais de um metro de altura, o que tornou intransitável todas as artérias. Os automóveis chegaram a estar quase cobertos pela água e só se viam os tejadilhos.”



Século Ilustrado 2 de Dez 1967


sábado, 19 de novembro de 2011

As cheias de 1967

Na madrugada de 25 para 26 de Novembro de 1967 toda a região de Lisboa, incluindo os concelhos limítrofes nas duas margens do Tejo, foram palco de fortes chuvadas que provocaram cheias de que resultaram mais de 300 mortos, milhares de desalojados, e inúmeras habitações destruídas. O Serviço Municipal de Protecção Civil de Lisboa vai assinalar esta data, 44 anos passados sobre ela. Esteja atento.

Clubinho Honda e Senninha em SEGURANÇA ESTÁ NO CINTO.mpg

Clubinho Honda e Senninha em É O BICHO.mpg

Clubinho Honda e Senninha em BICICLETAS, MOTOS E ACESSÓRIOS DE SEGURANÇA...

Clubinho Honda e Senninha em TRANSPORTE DE CRIANÇAS.mpg

Helping build Kyrgyz children's resilience to disasters