quarta-feira, 29 de abril de 2009

Aprende mais sobre a gripe

Se estiveres com os sintomas da gripe, não facilites. Pede aos teus pais para ligarem para a linha Saúde24 - 808 24 24 24 - e segue os conselhos. Até lá deves: Ficar em casa em repouso - evita o contacto com outras pessoas. Estás a reduzir o risco de contágio. Colocar o termómetro 3 vezes por dia, antes de tomar medicamentos - regista num papel, a hora, o dia e a temperatura Tomar os medicamentos para baixar a febre - algum medicamento que o médico tenha receitado para a febre - não tomem "aspirina" sem ser por indicação médica Beber muitos líquidos: água, sumos de fruta Comer o que te apetecer mais Evitar mudanças de temperaturas. - Não se abafem demasiado: pouca roupa é melhor Se tiveres problemas respiratórios, deves: - fazer atmosfera húmida por curtos períodos - aplicar soro fisiológico no nariz

Retirado do site: Atchim
Aqui podes encontrar muita informação útil sobre esta doença. Consulta-o!

terça-feira, 28 de abril de 2009

A gripe A (H1N1) ou gripe suína


Todos já ouvimos falar da gripe suína, identificada nos EUA e México. Neste momento não existem casos registados em Portugal, mas é prudente tomar as seguintes medidas de higiene indicadas pela Direcção Geral de Saúde:


  • Lavagem frequente das mãos, com água e sabão, para reduzir a probabilidade de
    transmissão da infecção;

  • Cobrir a boca e nariz quando espirrar ou tossir, usando lenço de papel sempre que
    possível;

  • Utilizar lenços de papel, que devem ser de uso único, depositando-os num saco de
    plástico que deve ser fechado e colocado no lixo após utilização;

  • Limpar superfícies sujeitas a contacto manual (como maçanetas das portas) com um
    produto de limpeza comum;

O cumprimento destas indicações é muito importante igualmente em crianças e são igualmente imprescindíveis para evitar outros tipos de doenças.


A Direcção Geral de Saúde tem a Linha Saúde 24 em funcionamento através do número

808 24 24 24, para mais informação sobre esta doença.

O banho do bebé


Há sempre riscos para um bebé ou criança pequena numa casa de banho. No entanto podemos minimizá-los, através de algumas medidas simples

A Banheira

Compre uma cadeira de banho para o seu bebé durante os primeiros quatro meses. Privilegie a compra dos produtos evolutivos e que possuam ventosas para aderirem bem à banheira.
Quando o bebé se conseguir sentar com facilidade, pode utilizar um tapete de banho anti-derrapante.
De qualquer forma, nunca se afaste do seu bebé enquanto estiver na banheira. Uma criança pode-se afogar em poucos centímetros de água!


O chão da casa de banho



Muiras vezes o revestimento deste compartimento é de mosaico, o que o torna escorregadio quando molhado. Utilize um tapete em frente da banheira e proteja os ângulos da mesma, com fita aderente. Assim evitará as quedas dos mais pequeninos.

Os produtos de higiene correntes



As máquinas de barbear, lâminas, depilatórios e secador entre outros equipamentos e produtos de higiene devem estar bem guardados!

Dê segurança e  prazer do banho do seu bebé!


A cozinha o lugar de todos os perigos



Relembremos uma série de regras que podem minimizar os riscos que as cozinhas podem representar para as crianças:

1) Nunca carregue uma criança ao colo, quando se aproximar do fogão aceso ou se transportar recipientes quentes.

2) O micro-ondas deve estar fora do alcance das crianças.

3) Nunca deixe o seu filho utilizar o triturador de lixo.

4) As cadeiras existentes na cozinha devem ser sólidas e colocadas fora do alcance do lume. Nunca deixe as crianças sozinhas na cozinha.

5) Instale bloqueadores para a porta do fogão e botões do gás, para que as crianças não os possam abrir ou rodar.

6)Coloque uma protecção na porta do forno, para evitar que as crianças lhe toquem e se queimem.

7) Todos os equipamentos perigosos (facas, martelos e outros) devem estar bem  guardados.


8) Guarde todos os produtos de limpeza e manutenção num só armário, fora do alcance das crianças.

9) Se estão crianças na cozinha, utilize apenas os bicos de trás do fogão e vire as asas dos tachos e caçarolas para dentro.

10) Compre um extintor adequado para a cozinha e aprenda a servir-se dele.

11) Evite usar toalhas demasiado compridas, que as crianças possam puxar e fazer cair tudo o que está em cima da mesa para cima delas.

12) Cuidado com as tigelas de alimentos de animais: além das questões de higiene, as crianças podem ficar sufocadas com pedaços de alimentos secos. Coloque-as num local adequado.


(artigo inspirado no Le Blog Bebe)



domingo, 19 de abril de 2009

O sismo de 1909









No site da CML, encontrará mais informação sobre os acontecimentos relacionados com o sismo de 1909 . Conheça o que os periódicos da época escreveram sobre este assunto.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

A chupeta







A chupeta é um instrumento muito usado para tranquilizar e confortar os bebés e facilitar o sono.No entanto tome as seguintes precauções:



  • Nunca coloque a chupeta num cordão à volta do pescoço de uma criança, porque existe o risco de estrangulamento.

  • Substitua a chupeta de dois em dois meses, para que não se danifique e quebre.

  • Verifique regularmente a tetina, para observar se está bem conservada, se a sua textura se modificou ou se apresenta irregularidades ou fissuras. Isto pode acontecer com a exposição ao sol ou ao calor, pou simplesmente com o uso.

  • Puxe vigorosamente pela tetina, para verificar se está bem fixa ao resto da chupeta.

  • A chupeta deve ser imediatamente posta no lixo, logo que mostre sinais de degradação, porque se se desfizer a criança pode engolir estes pequenos pedaços.

  • Se o bebé começou a morder a chupeta, substitua-a de imediato por um anel de dentição, que será o equipamento mais adequado para esta fase de desenvolvimento da criança.

Os brinquedos a pilhas



Cada vez mais os brinquedos para crianças utilizam pilhas como fonte de energia. Como tal há alguns cuidados a tomar.



  • Devem ser instaladas sempre por adultos. Quando são mal instaladas ou se utilizam em conjunto diferentes tipos de pilhas origina-se um aquecimento em excesso ou uma fuga que pode provocar ferimentos na criança.

  • Assegure-se sempre que a criança não tem acesso às pilhas no brinquedo e que este compartimento está bem fixado com parafusos. .

  • Nunca deixe o seu filho dormir com um brinquedo a pilhas, pelas razões já citadas.

  • Se acontecer que uma criança engula uma pilha, vá imediatamente para uma unidade de saúde. As pilhas podem ser tóxicas.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Gravuras do sismo de Benavente














No dia de 23 de Abril cumprem-se 100 anos da ocorrência do sismo de 1909, que teve consequências fatais em Benavente. Retiradas do Diário de Notícias da época, (dia 26 de Abril), reproduzimos algumas gravuras da época.
Clicar para ampliar.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Cuidados com o sono dos bebés

Cuidados a ter com o sono dos bebés, o local onde dormem e como devem os pais agir.

Vídeo da TV Record

Acidentes com crianças

Vídeo que apela à atenção dos pais para um perigo que origina muitos acidentes infantis: o sufocamento com pequenos objectos.

Para pais e educadores

quarta-feira, 11 de março de 2009

Comprar brinquedos

Sozinho em casa-2


1-Antes de sair de casa e deixar a sua criança sozinha deve estabelecer alguns limites e regras antecipadamente.
  • Nunca deve abrir a porta de casa
  • Nunca deve deixar entrar ninguém
  • Não deve sair de casa
  • Não se deve debruçar às janelas
  • Deve conhecer o número 112 e o dos bombeiros
  • Deve conhecer o número de telefone dos pais, devem estar igualmente programados no aparelho telefónico doméstico e assegure-se igualmente que as crianças sabem utilizá-lo.
  • Faça uma revisão de todas as situações perigosas que posssam ocorrer e converse gradualmente com as crianças abordadndo este tema. Este processo deve decorrer muito antes de deixar a criança sozinha em casa, para que com calma e solidez integre estes comportamentos.
2- Preparar a sua ausência
  • Nas primeiras vezes não fique fora de casa muito tempo e não se afaste, para conseguir voltar rapidamente caso seja necessário.
  • Torne a sua casa segura (assegure-se que os produtos perigosos estão fora do alcance das crianças, que as portas e janelas fecham convenientemente por exemplo.

Sozinho em casa-1

Este post destina-se a responder a uma pergunta feita por um pai e parece-nos pertinente partilhá-la com todos os nossos leitores: a partir de que idade se deve deixar uma criança sozinha em casa?
Nunca o faça antes dos 5,6 anos. Por mais desenvolvida e madura que a criança seja, terá sempre tendência a fazer descobertas e ainda não possuí a percepção do perigo necessária para se defender. Esteja certo de que uma criança dessa idade sozinha em casa, se tiver um problema, não o saberá resolver.
Depois dos 5, 6 anos
Cada criança é diferente em termos de desenvolvimento e autonomia por isso não existe idade limite para o começar a fazer . Os pais devem progressivamente ensinar-lhes como reagir face a situações fora do normal, para que a criança reaja racionalmente e evitando o pânico. Evite transmitir as suas próprias ansiedades e medos à criança .
Antes de deixar uma criança sozinha em casa, mesmo por um par de horas, prepare cuidadosamente este momento. Dê-lhe indicações precisas e assegure-se de que as compreendeu. Há uma excepção! Nunca deixe as crianças sozinhas à noite! O escuro modifica a percepção da realidade e pode ser muito traumatizante para as crianças. Esta situação só pode verificar-se muito mais tarde.

O que a história ensina


Nestes últimos dias temos-te fornecido muita informação sobre o sismo que ocorreu em Portugal em 1969. O que temos a aprender com esta história?
Se falares com os teus familiares que o viveram, eles vão-te contar que muita gente entrou em pânico e exactamente, porque não se sabia o que se devia fazer. Em Lisboa, muitas pessoas saíram de casa a correr e e de automóvel percorriam a cidade. Outros dirigiram-se para junto do aeroporto e aí permaneceram. Muita gente dormiu ao relento durante vários dias. Uns gritavam, outras choravam, algumas pessoas tiveram ataques cardíacos. O medo foi geral e foram poucos os que seguiram as indicações que tu já conheces e que aprendeste com o Tinoni.
Depois do sismo ocorrido, sentiu-se a necessidade de estudar as melhores maneiras de nos protegermos dos sismos e é o que se tem feito ao longo destes anos. Fala sobre este assunto em tua casa e na escola. E sobretudo, aprende as medidas de autoprotecção em relação a sismos.

Aprende mais sobre sismos


O site da Câmara Municipal de Lisboa disponibilizou muita informação sobre o sismo de 28 de Fevereiro de 1969.
Clica aqui e vais lá ter.
Brevemente vais lá encontrar mais informação sobre o Sismo de Benavente que comemora este ano o seu centenário.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Se a escola caísse?


Tinha nove anos quando se deu o sismo de 1969. Vivia então com os meus pais em Coimbra. Acordei com o barulho. Ainda hoje não sei defini-lo, mas recordo-o com precisão. Parecia um troar cavernoso, próprio de monstros do mar. E depois, comecei a ouvir vozes e gritos de pessoas na rua, era madrugada e a noite estava fria. Olhei para a cama ao lado, a minha irmã dormia ferrada e nem pestanejava. Corri então para o quarto dos meus pais e vi os armários e cómoda a deslizarem pelo quarto fora. Pensei, que coisa estranha. Lembro-me que a minha mãe me abraçou e disse: Reza uma oração e fecha os olhos, vais ver que passa num instante. Foi o que aconteceu, adormeci logo.
De manhã soube o que tinha ocorrido e explicaram-me o que era um sismo. Como a minha escola era um edificio antigo, convenci a minha mãe a acompanhar-me lá, esperançosa que estava que a escola tivesse ido abaixo e que ficássemos de férias. Mas nada, a escola resistiu incólume, a minha mãe sorriu e deixou-me entregue à professora. Nesse dia todas falámos do assunto e ouvi histórias sobre a figura dos vizinhos na rua envoltos em mantas e de pijamas. Foi uma risota. Mas acho que nenhuma de nós esqueceu o que se passou naquela noite.
Naquela altura não se ensinava às crianças o que fazer nestas situações. Agora já existe muita informação sobre o que temos que fazer antes, durante e depois de um sismo, evitando assim algumas das suas consequências.

O sismo de 1969 visto pelas crianças da época


Nadíssima

Alguns tremores de terra são muito fortes. Não gosto nadíssima deles, porque fazem as casas e os prédios tremer e destroem as coisas.
Quando há um tremor de terra anda tudo em volta, por isso não é agradável.Há pessoas que começam a chorar, sem saber o que devem fazer. Há pessoas que vão para o hospital, feridas e nervosas

Maria de Aires Gameiro Militão
Diário Popular de 1 de Março de 1969

Aprende mais

O que foi o sismo de 1969?

Caracterização
No dia 28 de Fevereiro de 1969, pelas 2h 40min 32.5 ocorreu um sismo de magnitude 7,3 na escala de Richter, tendo o seu ipocentro sido localizado a Sudoeste do cabo de S. Vicente, na planície da Ferradura com as coordenadas 36,01ºN 10,57ºW e a uma profundidade de 22 km.


Efeitos e avaliação de danos
O sismo provocou alarme e pânico entre a população, avarias nos telefones e corte no fornecimento de energia eléctrica. Registaram-se 13 vítimas mortais em Portugal Continental, embora apenas 2 em consequência de danos directos causados pelo sismo, sendo as restantes originadas por doenças cardíacas agravadas pela comoção.
Logo após o sismo, no início de Março de 1969, o Laboratório Nacional de Engenharia Civil promoveu uma missão aos locais mais afectados para analisar o desempenho das estruturas, em particular estudar o comportamento de edifícios de grande porte com estrutura de betão armado. Pretendia‑se assim tirar conclusões sobre o desempenho das estruturas enquadradas pela regulamentação em vigor à data do sismo, ou seja, o Regulamento de Segurança das Construções Contra os Sismos, datado de 1958 e que foi o primeiro regulamento sismo‑resistente, com características modernas, existente em Portugal.

Fonte: LNEC

domingo, 15 de fevereiro de 2009

O que é isto?


Lembro-me de já a noite ir avançada. Na altura, eu tinha 12 anos e dormia sempre uns sonos muito profundos.A mobília do meu quarto, que tinha pertencido à minha mãe enquanto criança, era daquelas alentejanas, com flores, com uma cama de cabeceira enorme.Quando o sismo se começou a fazer sentir acordei, estremunhada, devido ao ruído próprio deste fenómeno, o som era ainda ampliado pelos batimentos provocados pela cabeceira da cama que chocava, com força, contra a parede.Estremunhada, saí da cama, atravessei o espaço que ficava ao cimo das escadas e devia estar quase sonâmbula, não sei como não me estatelei pela escadaria abaixo. Entrei no quarto dos meus pais e perguntei-lhes, não muito assustada:

“O que é isto?” – No quarto deles, um antigo candeeiro de vidrinhos que ainda hoje lá está, tilintava sem parar. Respondeu-me então a minha mãe em tom calmo, mas de preocupação:

“É um tremor de terra, é melhor vires para junto de nós. Podes enfiar-te debaixo da nossa cama".Respondi-lhes de imediato: “O quê? Um tremor de terra a uma hora destas? E que ideia é essa de me mandarem deitar no chão? Durmam e não estejam com invenções”. É certo que nunca tinha experimentado a sensação, mas penso também que a minha reacção se explicou pelo sono pesado e por alguma descontracção própria da idade.Regressei ao meu quarto, no mesmo passo de quem dorme acordada, enrosquei-me nos cobertores – a trepidação entretanto tinha terminado - e peguei de imediato no sono. Na manhã seguinte, lembrava-me de tudo isto, mas parecia-me ter sido um acontecimento irreal, cheguei a pensar que não tinha passado de um sonho.
Saltando agora para os nossos dias e, como professora, gostaria de referir que já temos feito, na escola, com o apoio dos bombeiros, simulações a fim de ensinar aos alunos os procedimentos a adoptar caso sucedam estas catástrofes. Tendo-me chegado aos ouvidos que nem sempre os miúdos levam a experiência a sério, gostava de deixar a ideia de que é importante saber seguir à risca as instruções, o que poderá significar o salvamento de vidas caso a terra venha verdadeiramente a tremer.


Texto de uma professora que relembra assim a sua experiência do sismo de 1969, articulando com a sua experiência de educadora. Muito obrigada TVL por este texto de tanta qualidade e riqueza.

Desenho de Isabel Pissarra